quinta-feira, 13 de novembro de 2008

You can't buy love, but I know you can RENT it







Pensei que depois da estréia de RENT, eu teria milhões de sentimentos pra escrever aqui no blog… E na verdade tenho, esse é o problema.
O turbilhão de sentimentos é tão extenso e igualmente importante, que eu me perco nas emoções... Elas se confundem. Não há como falar de RENT só como uma peça de teatro... Só como um musical... Uma apresentação... Porque foi muito maior do que isso.
Todos os valores expostos em RENT foram colocados a prova pra todos nós. Éramos RENT. Sim, se ninguém percebeu, nós também não tínhamos como pagar o aluguel, usávamos qualquer terreno pra viver, morar e sofrer o nosso sonho... Quantos “Bennys” não apareceram nas nossas vidas querendo cancelar o protesto a favor dos “sem sala de ensaio” e artistas? Quantas declarações de amor? Quantas celebrações ao amor? E quanto amor... Quantas vezes o único apoio que tivemos foram os de nós mesmos? Amizade que pareceu ser predestinação. Não foi um elenco que se montou, foi um grupo de amigos e cúmplices das maiores e melhores loucuras, que sempre acabavam num beijo e um abraço de amor.
Nós medimos nossas vidas em sonhos, beijos, risos, abraços, lagrimas, dança, musica, toque, arte...
Olhar no rosto de cada um dos meus amigos e ver que valeu a pena cada final de semana, férias e feriados sacrificados, cada esporo dado por pais e amigos pela ausência constante, cada stress quando alguma cena não ficava boa, cada choro por notas não alcançadas, cada substituição de personagens, cada momento de tédio cortando tecido e montando cenário, cada centavo posto, cada reclamação do síndico do prédio pelo barulho que fazíamos, cada briga, cada noite sem dormir seja ela editando vídeo, tirando fotos pra divulgação ou só de preocupação em saber SE iríamos conseguir algum teatro pra se apresentar...
Esse projeto se tornou o sonho de cada integrante de uma família chamada RENT. Sonho que se sonhou junto, que só foi possível se tornar realidade porque existia uma coisa nas entrelinhas: AMOR. E esse mesmo amor eu declaro, mais que isso, vivo, toda vez que vejo a minha família.
O medo de tudo acabar junto com os ensaios, já não existe, porque RENT é só o nome do primeiro capítulo da nossa historia que começa agora.

bjo
Karla Brito

6 comentários:

Ícaro Sampaio disse...

chorei viu!.
sério mesmo.
SEM MAIS PALAVRAS

;)

Danilo Castro disse...

Inigualável a experi^rncia de vocês, não é? Eu assisti, mas nem te vi pra poder te dar um abraço bem forte e beijar essa bochecha!

Massssssssssssss, sinta-se congratulada virtualmente, será que equivale?

Saudades!
=]

Pedro disse...

vocês mudaram não só a vida de vocês, mas também a de todos que vocês tocaram. Desejar tudo a vocês... é pouco....muito pouco.

Camiℓa Oℓiveira disse...

Sempre existia aquela questão: existe vida após RENT? hahaha
Era tanta dedicação. Tanto dentro como fora dos ensaios, a mente sempre pensava na peça.

É muito bom saber que, depois desse fervor de RENT, ainda iremos nos reunir para fazer o que mais gostamos: RIR E CONVERSAR.

Aprendi muito nesses sete meses e o melhor de tudo, aprendi a demonstrar mais os meus sentimentos, a viver sem pensar num amanhã e um pouco disso devo a você também, Karla. Beijão!!

Wânyffer Monteiro disse...

Minha eterna namorada, é lindo qdo vc põe o coração nas pontas dos dedos e deixa fluir o seu turbilhão de sentimentos. Obrigada pela homenagem, melhor atriz de rent [para mim]. Mas, cá entre nós, tinham fotosmelhores não? ahsioauhsia

Cecília disse...

Ai, minha linda...
Cada coisinha que você escreveu aí é a mais pura verdade. TUDO valeu a pena. E muito.

É impossível esquecer tudo o que a gente passou junto ou esse grupo de pessoas que tanto mudou a minha vida (mew, já tô chorando de novo). RENT tá marcado em mim pra sempre e eu só tenho a agradecer por esse presente na minha vida.

Eu realmente espero que a gente continue sendo essa família por bastante tempo.Aliás, vocês ainda me devem uma saída pra dançar, né? Huahuaauhauauau...