terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Extra! Extra!

Não é todo dia que alguém anônimo aparece no jornal. E pra mim isso foi um evento relevante, mesmo que tenha sido por um assunto bem irrelevante...

Eis a matéria:
"Amiga exemplar
Já que o assunto é comunidade pessoal, nada mais justo que os amigos sejam os homenageados. Foi isso que aconteceu com a estudante de Publicidade Karla Brito, de 21 anos. Ela é tão querida pelos amigos que pode se orgulhar das duas páginas em seu nome: ´Eu amo Karlinha Brito´, criada por uma amiga, e ´Karla Brito Rocks´, de autoria da própria mãe (coruja e muito!). Mas, não foi à toa que as páginas surgiram. Por trás de tudo, havia um motivo para lá de especial. Quer saber?
Quando a primeira comunidade foi feita, Karla estava morando nos EUA. Para compensar as saudades, ela acessava sempre o Orkut. ´Era meu elo de comunicação com o Brasil e saciava minha necessidade de ter contato com meus amigos´, afirma. Quando perguntada se faria uma comunidade para si, Karla é categórica: ´Eu acho que comunidade tem que ser dada, afinal cada um já tem um perfil (página pessoal do Orkut) para falar de si´. Faz sentindo."
Karla Brito

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Edson Queiroz – Papicu

Quando eu penso que o dia está tão cheio de coisas pra se pensar, que não existe mais espaço pra nenhuma outra conversa que não seja a minha comigo mesma, me pego rindo da conversa alheia...

Estava eu, dentro do ônibus e assim que entro, vejo dois caras conversando em alto e bom som. Um gordinho, bem mais expansivo, parecia fazer questão que todos ouvissem sua conversa, como se estivesse dizendo algo tão importante que todos deveriam escutar, um discurso.
Pela conversa, pareceu-me que eles acabaram de se conhecer, e estavam falando sobre projetos profissionais que almejavam e acabaram por se identificar com os projetos um do outro. Foi quando o gordinho falou:

- Pois é rapaz, quem sabe não nasce uma sociedade aqui? Os maiores empresários do Brasil se conheceram em ônibus ou em trilhas ecológicas...
(???)

Isso tudo na maior seriedade, tanto, que eu fiquei com vontade de sair por aí de ônibus em ônibus, descer na próxima parada, que era o Parque do Cocó, e sair contando em alto e bom som os meus projetos milionários...
Quem sabe né?

bjo
Karla Brito

sábado, 13 de dezembro de 2008

Mais ou menos isso

Sabe aquela sensação de quando alguém vem em sua direção com braços abertos e você abre os braços também, mas aí ela passa por você e abraça a pessoa que esta atrás?

Bjo
Karla Brito

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O mesmo lado de duas moedas

O espelho me encanta e me desconcerta

Quase como Narciso que se apaixona por seu reflexo

Em meu caso, me ver em outro.

De tão novo sentimento, louco.

De tão certo sentimento, torto.

Talvez se eu me afogar nessas águas,

Vire flor.
bjo
Karla Brito

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Abra as asas

-Ela é tão livre que um dia será presa.
-Presa por quê?
-Por excesso de liberdade.
-Mas essa liberdade é inocente?
-É. Até mesmo ingênua.
-Então por que a prisão?
-Porque a liberdade ofende.

C. Lispector

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Transição

O céu está laranja
O vento esfriando por conta da brisa que vem do litoral
Tão lindo
Tão triste
Cansado
Indo deitar
Coloco óculos escuros sem que os precise
Em busca de escuridão
Essa que eu sei que estar por vir
Quase que como um mal
Necessário
Pra eu ver que a vida é feita de dias e noites.
bjo
Karla Brito

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Will I ever feel this good sober?

I don't wanna be the girl who laughs the loudest
Or the girl who never wants to be alone
I don't wanna be that call at 4 o'clock in the morning
'Cause I'm the only one you know in the world that won't be home

The sun is blinding
I stayed up again
I'm finding
That's not the way I want my story to end

I don't wanna be the girl that has to fill the silence..
The quiet scares me 'cause it screams the truth
Please don't tell me that we had that conversation
'Cause I won't remember, save your breath 'cause what's the use?

The night is calling
And it whispers to me softly, "come play"
I am falling
And if I let myself go, I'm the only one to blame

I’m just Looking for myself

When it's good, then it's good
It's all good 'till it goes bad'
Till you try to find the you that you once had
I have heard myself cry, never again!
Broken down in agony
Just trying to find a friend

I'm safe up high, nothing can touch me
Why do I feel this party's over?
No pain inside, you're like perfection
But how do I feel this good sober?
Why do I feel this party's over?

bjo
Karla Brito

domingo, 23 de novembro de 2008

Depois daquele dia

E o som penetrava em suas veias
como se a música fosse a única responsável por mantê-la em pé
como se estivesse bombeando a energia vital da vida,
o coração.

E quando fechava os olhos, tudo ficava mais intenso,
só existia ela e sua vontade de existir
E foi exatamente essa sensação
depois daquele dia ela passou a existir.
E quando abria os olhos
a realidade parecia sonho
de tão bom...
rodeada de amigos
os melhores
E a quem devotava o amor mais puro.

E podiam-se ver todas as energias explodindo no ar
em meio a tantas cores se via uma nuvem branca e leve
de harmonia,
onde a celebração da vida era o objetivo central
de tudo.

E os abraços eram sem medo
E os beijos eram de amor
E os sorrisos eram de felicidade
E a dança era um agradecimento por estar vivo.

E ela pode
enfim
voar.

bjo
Karla Brito

sábado, 22 de novembro de 2008

525.600 momentos bons

Aos meus amigos que me fizeram ver um mundo cheio de beijos, abraços e cores.
Amo vocês

bjo

Karla Brito

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Unhas Rosa - choque




- Qual a cor mais feliz que você tem aí?
- Tem esse Rosa - choque aqui...
- Pois é esse mesmo!





Hoje não quero fazer um pedido antes de apagar as velas, quero trocar por agradecimento a tudo que me passou.
Vejo-me mulher, me vejo menina... me olho no espelho e vejo cicatrizes invisíveis que o tempo me fez, algumas ainda posso vê e me fazem retroceder no tempo pra me lembrar de onde vim. Sou a junção de tudo que vivi, do que estou vivendo e de tudo que desejo viver...
Olho pra mim e consigo ver meus avos, pais e parentes... todos os ensinamentos que eles me deram, mesmo inconscientemente, compõem meus valores que me impulsionam pra frente. Me vejo difundida entre o passado, presente e futuro... um futuro que de tão ausente se torna pequeno, que de tão importante se torna gigante, e que de tão perto, é presente.
Hoje me lembrei de quando era criança, das brincadeiras, da cidade em que vivia, da escola e do que pensava ser futuro no passado que era presente... e me dei conta que a intensidade das minhas aspirações para o futuro continuam com tanta força quanto quando criança, que os meus desejos eram tão loucos e deliciosos quanto os de hoje, só que agora com uma vantagem...posso pintar e escolher a cor das unhas no dia do meu aniversário, e eu escolho Rosa - choque.

bjo
Karla Brito

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

See beyond

Meu coração está em pedaços... Mais uma vez não penso em mim...
E dessa vez não me orgulho nem um pouco do meu altruísmo, porque às vezes é burrice sofrer por quem não se importa com nada nem ninguém além do seu próprio umbigo
.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

You can't buy love, but I know you can RENT it







Pensei que depois da estréia de RENT, eu teria milhões de sentimentos pra escrever aqui no blog… E na verdade tenho, esse é o problema.
O turbilhão de sentimentos é tão extenso e igualmente importante, que eu me perco nas emoções... Elas se confundem. Não há como falar de RENT só como uma peça de teatro... Só como um musical... Uma apresentação... Porque foi muito maior do que isso.
Todos os valores expostos em RENT foram colocados a prova pra todos nós. Éramos RENT. Sim, se ninguém percebeu, nós também não tínhamos como pagar o aluguel, usávamos qualquer terreno pra viver, morar e sofrer o nosso sonho... Quantos “Bennys” não apareceram nas nossas vidas querendo cancelar o protesto a favor dos “sem sala de ensaio” e artistas? Quantas declarações de amor? Quantas celebrações ao amor? E quanto amor... Quantas vezes o único apoio que tivemos foram os de nós mesmos? Amizade que pareceu ser predestinação. Não foi um elenco que se montou, foi um grupo de amigos e cúmplices das maiores e melhores loucuras, que sempre acabavam num beijo e um abraço de amor.
Nós medimos nossas vidas em sonhos, beijos, risos, abraços, lagrimas, dança, musica, toque, arte...
Olhar no rosto de cada um dos meus amigos e ver que valeu a pena cada final de semana, férias e feriados sacrificados, cada esporo dado por pais e amigos pela ausência constante, cada stress quando alguma cena não ficava boa, cada choro por notas não alcançadas, cada substituição de personagens, cada momento de tédio cortando tecido e montando cenário, cada centavo posto, cada reclamação do síndico do prédio pelo barulho que fazíamos, cada briga, cada noite sem dormir seja ela editando vídeo, tirando fotos pra divulgação ou só de preocupação em saber SE iríamos conseguir algum teatro pra se apresentar...
Esse projeto se tornou o sonho de cada integrante de uma família chamada RENT. Sonho que se sonhou junto, que só foi possível se tornar realidade porque existia uma coisa nas entrelinhas: AMOR. E esse mesmo amor eu declaro, mais que isso, vivo, toda vez que vejo a minha família.
O medo de tudo acabar junto com os ensaios, já não existe, porque RENT é só o nome do primeiro capítulo da nossa historia que começa agora.

bjo
Karla Brito

sábado, 25 de outubro de 2008

Te amo

Vai pra puta que te pariu, seu filho da puta, viado, imbecil, desgraçado, filho duma egua, ridículo, sem noção...

porra de bjo nenhuma
nem porra de assinatura

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Preciso olhar os lírios


Eu me sinto tão afortunada por ter tudo que tenho, que acho futilidade reclamar se alguma coisinha não tenha saído da maneira com que planejei. Mas vim observando que ultimamente estava sendo fútil por reclamar demasiadamente de pequenas coisas, como umas muitas meninas-mimadas de classe media/alta que eu tanto tento ser diferente.
Pois sim, meus dramas estavam parecidos com os delas, talvez porque isso me atrairia um pouco mais de atenção, de carinho, de abraços, de beijo e de amor, como se eu não tivesse. Que menina chata eu me tornei... cheia de ciúmes e de “hey, look at me”.
Sim, estou levemente triste ultimamente, mas hoje meditando, descobri o quão injusta estou sendo com a vida, comigo mesma e com as pessoas que realmente me amam.
Dei-me conta de que tenho tudo que qualquer pessoa pode desejar ter, e que reclamar disso é como dizer pra mãe que a comida, que ela vez com tanto carinho, não esta boa só porque tem cebola que você detesta. E ao invés de tirar os pedacinhos quase imperceptíveis, você come o prato inteiro reclamando da cebola e nem percebe que tinha batata cozida com molho que você tanto gosta.
Reclamei da cebola. Mas espero que ate o final do prato perceba a batata.

Bjo
KarlaBrito

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Eu, na beira do mar te vendo afogar no seu descontrole

Água, morna.
Saliva, engrossa.
Maquiagem, desfeita.
Rosto, careta.
Sal, no travesseiro.
Olho, vermelho.
Coração, aperto.
Cabelo, assanhado.
Corpo, fraco.
Voz, soluço e sussurro.
Pés, sem chão.
Mente, em questão.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Lately

  • drunk
  • alone
  • singing a sad-old-stupid song
  • some pijamas
  • fat
  • crying
  • U have NO mensagens

just like

Bridget Jones

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Permita-me entristecer

Acho mesmo que o ato de fazer alguém rir, de dar um pouco de alegria pra alguém que precisa é mais prazeroso pra quem dá do que pra quem recebe. Talvez por isso eu me doe tanto as pessoas, por puro egoísmo.
Mas a vida, as vezes parece que nao se simplifica... e eu penso: e se por um acaso eu sou a pessoa quem está precisando de alegria? de alguém pra conversar? pra me mimar? Será que alguém nota? Não quero dizer com isso que peço de volta o que dou. Não. Se existe uma coisa que aprendi, essa coisa foi a de não cobrar nada, isso repulsa. Mas não há como não esperar algo em retorno ... não necessariamente o mesmo que dou, mas algo.
Sim. TORNEI-ME carente, chorona e sentimental, talvez porque só agora tenha começado a viver.
O fato é que me sinto só. Não sei se essa é a real situação, mas sinto. Sinto como se tivesse ajudado todo mundo na festa a se conhecer, se divertir, a formar casaizinhos, mas no final da noite sou a única que vai pra casa
SOzinha.

Bjo
Karla Brito

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Devolvam minha paciência!

Estava sentindo desde o começo desse mês que eu estava sem paciência pra qualquer tipo de coisa: pergunta com resposta obvia, dramas desnecessários, piadas sem graça e de humor negro, gente sem noção de inconveniência, gente falsa, gente pessimista... e as vezes sem paciência ate falar, me explicar. É muito mais fácil aceitar que eu estou certa e pronto, não é?
Não. Não é não. Eu estou chata e nem eu me agüento nessa condição presente. Tento estar sempre me policiando, mas quando vejo já estou olhando pra alguém como se dissesse: “Cala a boca”.
Porque será que isso está acontecendo? Eu aposto nos astros, eles devem estar alinhados em uma posição desfavorável.

E isso só confirma a minha teoria de que quando alguém fala mais grosseiro com outra, quem sofre mais é a própria quem agiu sem paciência. Que coisa ruim. Sinto-me mal por isso... cadê a minha despreocupação invejável? E o meu “take it easy”? Quero de volta, mas tem que ser agora, porque estou “um pouco” sem paciência.
bjo
Karla Brito

domingo, 5 de outubro de 2008

O que seria RENT?

Nao vou dizer que amo porque pode parecer uma explicação muito simplória pro turbilhão de emoções que existe entre nós diariamente. Mas são eles lindos, todos.
Rent mudou a minha vida. Mudou a minha maneira de ver, tocar, cheirar e sentir o mundo. Eu realmente acho que deve existir algo muito maior dentro desse musical... um passarinho encantado, ou um ANJO.

video

*Porque a vida fica mais gostosa com vídeos toscos-caseiros-feitos-em-20-minutos.

bjo

KarlaBrito

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

There is no space to sadness when you're the Sun

,

Renascer
Repetir
Reinventar
Reposicionar
Reativar
Revolucionar
Reviver
Realizar
Relevar
Renegociar
Remontar
Recomeçar
,
A capacidade de dar a volta por cima esta no nome. O brilho que eu vejo no olhar só existe em pessoas com o coração puro. A tristeza é tão pequena perto da alegria que eu tenho quando te vejo.
O amor que sinto vindo de você é tão brilhante é tão mágico, que me conquista a cada dia, que me faz querer seguir essa luz. Talvez você nem saiba de toda essa luz que tem, mas ela me atinge profundamente.
Sim, me sinto egoísta, porque descobri que estar com você me faz muito bem e por isso não quero mais que exista Renata sem Karla e Karla sem Renata.
Se a tristeza chegar, a gente vai fazer com que a alegria a engula, com casca e tudo.

Bjo
KarlaRenata

domingo, 28 de setembro de 2008

Dá pra mudar o disco?

Ow chatice! Queria ter outra saída, amar outras pessoas, dedicar corações desenhados no caderno pra outra pessoa, me permitir sonhar com outro beijo, pensar em outra coisa, que não seja quando vou te ver de novo.
Queria amar alguém e sentir o amor de volta. Sem jogo. Queria ouvir palavras que não tenham mais de um significado. Estou cheia dessa babaquice. Quero alguém que eu não precisasse fingir, que não precisasse medir palavras, que não precisasse pensar antes de falar, queria ser eu. Isso você não permite.
Eu já desisti de você, mas o meu inconsciente continua sonhando, pensando e tontamente esperando.

bjo
Karla Brito

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Na Madruga

Acho que a madrugada é a hora mais interessante do dia.
Silêncio inspirador.
Talvez seja por isso que os poetas têm insônia.
Será que eles são poetas porque têm insônia, ou têm insônia porque são poetas? Talvez seja uma questao de opção pela insonia.
Na madrugada é quando me vêem as melhores idéias, a solução pra problemas que pensava serem impossíveis de resolver, as palavras ficam fáceis de serem ditas, como manteiga quente é fácil de passar no pão. É quando eu quero ficar acordada.
E aquele momento entre o dia e a noite é o mais misterioso. Sempre achei isso, desde criança. Parece que alguém esta fazendo algo escondido, como se a passagem da noite pro dia fosse alguma coisa proibida, que ninguém pudesse ver.
Lembrei agora de quando era criança, tinha uns 8 anos no maximo, e sai com a minha tia pra um lual, e passamos toda a madrugada ouvindo violão ate o sol nascer. E uma das amigas da minha tia me perguntou “Karlinha, é a primeira noite que você tá virando a noite?” e eu respondi “acordada, sim”. hahuahuhauhauhauhuahuahuahuha
Enfim, a madrugada é interessante. Não digo que é lindo, nem digo que é feio. É talvez o momento em que todas as energias do dia anterior estão sendo repostas, junto com as nossas, que estamos dormindo, ou não.

Bjo
Karla Brito

ps.: Nossa senhora, eu falei muita coisa sem nexo com a outra. Mas me perdoe, já é madrugada alta.
Estado de espirito: Animacaaaaaaaaao! (por isso que decidi escrever no blog, jah que o horario nao permite fazer o que eu realmente queria fazer nesse momento: dancar e cantar, alto.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Segurar o vento


O sentimento transborda.
O amor, de tão grandioso, não me cabe.
A saudade se faz presente no mesmo instante que nossos corpos se separam.
A promessa é constantemente lembrada e reforçada.
A mão é dada.
O beijo sela confiança.
O desejo pela liberdade possibilita.
O perfume identifica
A palavra se torna música.
O pouco se torna extraordinário.
O olhar admira.
Mas o medo ainda transpira.

bjo
Karla Brito

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Sobre mim



Se alguém perguntar por mim
Diz que fui por aí
Levando o violão embaixo do braço
Em qualquer esquina eu paro
Em qualquer botequim eu entro
Se houver motivo
É mais um samba que eu faço
Se quiserem saber se volto
Diga que sim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim

Tenho um violão para me acompanhar
Tenho muitos amigos, eu sou popular
Tenho a madrugada como companheira
A saudade me dói, o meu peito me rói
Eu estou na cidade, eu estou na favela
Eu estou por aí
Sempre pensando nela

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Astral

Tanto o Alto astral quanto o Baixo astral contagiam. Eu tento sempre estar com um astral alto pra fazer com que o clima seja agradável e que possa superar as ondas negativas presentes. Mas tem dias que essas ondas negativas estão em maior numero e acaba murchando o meu quase inabalável Astral.
E é incrivelmente horrível quando isso acontece. Sinto-me fraca, indisposta, sem inspiração, triste.
Estar perto dessas pessoas, que chamarei de BAIXAS, é um perigo real.
Partindo do principio de que tudo em nós é energia e se vem alguém e tira tudo o que há de positivo dela, então o que acontece? As pessoas baixas nos destroem.
Mas uma coisa me vem à cabeça agora, antes de destruir-nos, as baixa se autodestroem. Talvez por pensar que as pessoas altas são tontas demais com seu riso sem motivo, com sua dança gratuita e com o seu canto feliz, afinal que motivos se têm pra ser feliz?
As pessoas baixas não vêem nada de extraordinário nas coisas simples, talvez uma promoção no emprego, um carro novo, ou uma jóia cara as deixasse feliz por alguns instantes, mas nunca a brisa do mar, um abraço num amigo querido, um domingo de chuva, um sorvete de flocos, esses não seriam motivos suficientes.
Ah se elas soubessem que o cartão de aniversario vale muito mais que o presente. Que as palavras e os gestos podem mudar a vida de alguém, ate a dela mesma. Que os risos sem motivo são os melhores.
Que pra ser feliz é preciso pouco.

bjo
Karla Brito

I got it from my Mama.

.
Em teoria sou 50% dela,
Em pratica sou 100% ,
Uma vez que eu sou 100% amor.

Feliz Aniversário
.

domingo, 7 de setembro de 2008

Vazio







Deve ser bobagem,
deve ser...





Bjo
KarlaBrito

domingo, 31 de agosto de 2008

Toda forma de amor é justa

Seria o amor um enlatado? Só existe uma forma? E essa seria a verdadeira? Seria o amor então, algo tão inatingível que não se pode dizer, mesmo pra quem se sente amor, só porque pode soar falso?

Quantas vezes já ouvi “amor de verdade só de pai e mãe”. Acho mesmo que amor de pai e mãe é incondicional e grandioso, mas são só formas diferentes de amar.

O amor que sinto pela minha mãe é diferente do que eu sinto pelo meu irmão, pela minha tia, pelo meu pai, pelo meu primo, pelos meus amigos...

Amo todos eles, só que de formas diferentes. Não quer dizer que eu ame uns mais, outros menos, NÃO! Eu devoto a cada um deles um amor exclusivo. O amor que eu sinto por um, eu não sinto por outro igual. É o mesmo sentimento separado em diferentes cores e formas exclusivas pra cada um, assim como as girafas que têm todas as pintas do corpo diferentes, mas são todas, pintas!

O que me deixa mais confusa é mesmo o fato das pessoas se privarem tanto de dizer “eu te amo”. Hoje é tão mais fácil ouvir alguém dizer “eu odeio” sem nenhuma privação, como se isso fosse mais normal ou talvez mais certo do que sair por ai dizendo “eu te amos”.

Será que o medo de amar é maior do que o medo de odiar? Entendo que existe o medo da não reciprocidade do mesmo amor, quem ama sempre espera algo de volta, mas se essa espera for sem cobrança ele volta sempre!

Espalhe amor, o quanto puder! Por favor!!!?

Bjos

Te amo!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Must be magic

A magia da dança entrou na minha vida de novo como um doce que você lembra ter comido na infância, mas que nunca mais tinha provado porque se distanciou daquela vendinha da esquina, que era o único lugar que vendia aquele doce com um gosto tão particular e que te fazia sentir tão bem quando comia. E um determinado dia você encontra o mesmo doce numa outra vendinha que encontrou por acaso, quando tomou um caminho diferente pra casa e decidiu perguntar, sem compromisso, se tinha algum doce, e viu na prateleira, num cantinho onde talvez numa situação corriqueira nunca teria prestado atenção, mas naquele dia olhou pra aquele exato lugar e viu o doce que tanto gostava e podia ate sentir o sabor só por olhar... “moço, pega pra mim aquele doce, por favor!?” ... e quando tocou na boca, sentiu novamente o mesmo prazer, e pode relembrar da alegria de quando era criança। O doce tinha gosto de felicidade, essa que você não sentia a muito.


Bjo
Karla Brito

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Is someone watching me?

...

I keep making me questions of what am I? Who am I? What am I doing in here?
I do believe that everyone has a kind of karma to hold and overcome. But I still don’t know what is mine.
I’m afraid to be like those who doesn’t know what to do with their life, because doesn’t understand their mission and then they doesn’t go anywhere.
I want at least to FEEL LIKE I have a mission. It was going to make me a lot more motivated to run my heart out in something that I believed that would make me happier and evolved.
Sometimes (all the time) I think my mission is something that involves art. But what? And how?
I need a hand down here। Could someone up there help me to find my way, please?

bjo
Karla Brito

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Pequena-Caixa-De-Tortura- Locomotora

Ok… que é chato andar de ônibus ou topic, isso todo mundo deve concordar, agora, pra piorar a situação, os passageiros são obrigados a escutar musicas insuportáveis, de letras de baixo calão, melodias tão rápidas e angustiantes, e que de tão alto não nos dá nem o direito de pensar sobre outra coisa a não ser “que porra de musica é essa?”.
Entro na topic e já sou surpreendida por um forró fulero, onde o homem que canta parecia ter um limão na boca...sento e penso:
-tomara que essa rádio não seja só de forró!
Meu desejo foi em vão! Começou outro forró e o motorista aumentou absurdamente o volume do som e eu pensei:
- Cara, não acredito nisso, eu mereço!
E pedia a Deus pra que aquela topic fosse o mais rápido possível pra que eu pudesse sair daquela pequena-caixa-de-tortura-locomotora. Mas aí foi que eu fiquei mais puta ainda, a topic tava a 30 km/h. Eu jah estava pra gritar:
-Ow meu senhor, das duas, uma: ou vai devagar ou desliga essa porra dessa radio!
Mas não gritei, então fiquei com toda a minha raiva contida dentro de mim, não parava de me mexer na cadeira. E toda vez que eu olhava pela janela e via todos os carros passando e a topic quase parada na rua, me dava mais vontade de esganar a porra do motorista!
Além de tudo ainda estava super-iper-mega-atrazada! E aquela musica só me deixava cada vez mais estressada...
De repente a radio começa a chiar e o motorista desliga. O som do transito nunca foi tão musical pra mim... respirei aliviada e antes que espirasse por completo, gritei:
-Próxima desce!

Bjo
Karla Brito

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Escrevedora

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Já falei aqui nesse blog da minha necessidade de escrever, às vezes não sei nem sobre o que mas PRECISO। Estou lendo um livro “Carta a D.” de André Gorz, e ontem eu li um trecho onde ele fala exatamente sobre isso...e eu achei genial:

“O principal objetivo do escritor não é o que ele escreve. Sua necessidade primeira é escrever. Escrever, isto é, ausentar-se do mundo e de si mesmo para eventualmente, fazer isso a matéria de elaborações literárias. É apenas num segundo momento que se poe a questão só tema a ser tratado. tema é a condição necessária, necessariamente contingente da produção de escritos. Não importa qual o tema é melhor, desde que ele permita escrever. Durante seis anos, ate, 1946, eu mantive um diário. Escrevia para conjurar a angustia. Não importava o que; eu era um escrevedor. O escrevedor só se tornará escritor quando a sua necessidade de escrever for sustentada por um tema que permita e exija que essa necessidade se organize num projeto. Somos milhões a passar a vida escrevendo sem nunca terminar nem publicar nada”.

Eu sou uma escrevedora. Amo escrever. Como ele disse, escrever conjura a angustia... Parece que tudo se torna mais claro... Os sentimentos e as opiniões mais organizadas e simples. Parece que o pensamento é muito vago, passageiro e mutável, a palavra não. Ela é mais convicta, firme, duradoura.
bjo
karla Brito

terça-feira, 5 de agosto de 2008

De corpo e principalmente ALMA

Tenho uma facilidade imensa de me apegar e confiar nas pessoas e isso já me causou muita decepção. Minha mãe, meu pai, minhas tias, minha melhor amiga e alguns amigos mais próximos falam que eu sou muito ingênua, imatura, inocente... eu posso ate ser, mas é que eu tenho uma conduta da qual eu sou o que eu gostaria que fossem pra mim, e simplesmente não faz sentido agir com maldade, com segundas intenções, com desconfiança... Porque eu não gostaria que agissem assim comigo. Parece que estão me dizendo pra eu me igualar a pessoas das quais atitudes são desprezíveis.
Sabe aquela pessoa que diz “sei que isso não é certo, mas aquele outro tá fazendo, eu vou fazer também”? Eu me sinto sendo corrompida pela maldade do ser humano e eu sei que o ser humano pode ser tão melhor.
Será que ingenuidade amar o próximo? Será que imaturidade dar um voto de confiança? Será que é inocência ajudar alguém num momento difícil, mesmo que seja uma pessoa que você conheceu a pouco tempo? Isso pra mim tem outro nome: FRATERNIDADE.
Hoje eu li o comecinho de um livro que fala sobre a burrice humana, e tinha uma parte que dizia que o ser humano era tão burro e intolerante, que pregou um cara numa madeira só porque ele disse que era pra ser legal uns com os outros. GENIAL!
E eu fico me perguntando será que eu devo parar de ser desse jeito? Será que eu devo primeiro desconfiar antes de confiar? Ou confiar pra depois desconfiar? Olhar pras pessoas com olhos maldosos e cheios de desconfiança?
Eu sei que eu vou sofrer muito ainda, mas não sei se quero ser uma pessoa amarga, sem poder confiar no outro por medo de me machucar. Acredito no melhor das pessoas, quero ver o melhor delas, e acho que se eu for na intenção de que aquela pessoa vai me decepcionar, eu posso perder uma grande oportunidade de amar, de confiar, de estar perto, de aprender, de conhecer e de viver.
Eu NÃO peço a Deus um pouco de malandragem. Eu peço pra ele que se eu me decepcionar, não deixe de acreditar que existe um tipo de pessoas no mundo capaz de amar de graça.
bjo
Karla Brito

domingo, 3 de agosto de 2008

Parte de mim.


Esposa, mãe e avó, minha vovó.
Toda a minha infância foi com ela e o vovô Joaquim naquela casa de esquina do interior, e é lá que estão as minhas mais doces lembranças, que eu tenho certeza que eu vou levá-las comigo pra sempre.
Lembro de quando eu a via no quintal cuidando do canteiro de verduras e me mandava ver se a galinha tinha posto ovo e eu achava um máximo.
O que me resta é lembrar as risadas gostosas que ela dava, e dos esporros que dava quando tava estressada. Fico pensando: Quem vai dizer “Deus te abençoe” do jeito que ela fazia quando eu pedir a bênção? Quem eu vou levar uma aguinha bem friinha?
As lembranças e as saudades vão ficar no meu coração pra sempre.
Morre junto com ela uma parte de mim, mas fica comigo uma parte dela.

sábado, 26 de julho de 2008

Bendita pílula vermelha!

Pra mim isso é a verdade.
Alguém já passou pela sensação onde a verdade parecesse dura demais por um momento, mas depois vê que foi a melhor coisa que poderia ter acontecido?
Estava um pouco perdida com muitos valores que tinham sido desmistificados. O errado agora é certo e o certo, errado. E sabe de uma coisa? Eu estou muito feliz com isso! O mundo é mais complexo do que eu imaginava e isso é uma coisa boa!
Com os meus novos amigos vieram também novas percepções de mundo, de pessoas, de vida... Ganhei irmãos, cúmplices, amantes e professores que eu amo verdadeiramente (sem nenhuma dúvida).
Uma pessoa muito especial me falou que a verdade é aquela que se escolhe ter, quem julga se é verdade ou não é o indivíduo, não a massa. E pra mim a única verdade absoluta que existe é o amor, é o gostar, e o querer bem o resto é duvidoso. Por isso eu não posso dizer que eu vivo numa mentira, por eu amo demais...
Só tenho que agradecer por tudo, tudo mesmo, por ter a possibilidade de enxergar alem do meu mundinho cheio de limitações e passar a ver um horizonte infinito e lindo!
bjo
Karla Brito

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Maldita pílula vermelha!

Parem o mundo que eu quero descer!
Eu não quis loucura? Pois parece que alguém atendeu minha chamada.
A vida real é a maior loucura que se pode existir. Eu queria sair da realidade, mas descobri que sempre estive fora dela.
Baudrillard nunca fez tanto sentido pra mim como agora. Quando eu o estudei, ele falava de vida simulada (Simulacro), e pra mim fazia um pouco de sentido, mas agora faz todo sentido.
Ontem a noite me senti como o Neo em Matrix, quando ele tem que escolher entre a pílula vermelha (realidade) e a azul (alienação), e ele toma a pílula vermelha. Ontem eu fiz a mesma coisa e ainda tow me acostumando com esse mundo que eu não conheço. Será que no meu caso eu vou ter alguém pra me explicar que porra é essa?

Não existe verdade absoluta, não existe certo nem errado, e isso me deixa sem chão, sem referência. Parece que tudo o que eu aprendi e tudo que me ensinaram foi uma grande farsa do sistema, um discurso do que é certo, para haver uma organização que na verdade não existe.
É como dizer pra uma criança que Papai Noel não existe no dia de Natal.
Todas as minhas certezas, não são mais tão certas assim... Eu que confio tanto nas pessoas, começo a ter medo delas, medo de me machucar com elas, mesmo que elas não tenham culpa nenhuma, mas pela condição humana que lhe é dada, já faz dele um ser contraditório. Eu tow com medo desse mundo.
No filme “Show de Truman” quando Truman descobre que a vida dele e uma farsa e ele chora muito... e por um momento ele tenta se convencer que aquilo é a verdade, mesmo sabendo que não é, mas no final ele entende e decide abrir os olhos, por mais difícil que isso fosse.
...
Não sei se é a ressaca moral ou física, mas eu ainda não assimilei muito as coisas...que porra! eu pedi loucura, mas será que não poderia ser servida aos poucos? Tomei várias tapas na cara e fui chacoalhada mas pelo menos acordei.
Continuo com vontade de gritar, só que agora mais alto ainda!
"Abri os olhos
Não consigo mais fechar
Assisto em silêncio
Até o que eu não quero enxergar"

Bjo
Karla Brito

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Eu quero enloquecer!

...
Eu quero sair da realidade…
Ir contra o sistema...
Sair sem ter hora pra chegar...
Dançar ate não agüentar mais...
Beber ate não lembrar o que fiz...
Rir e gritar até ficar rouca...
Cantar Raul Seixas...
...
tow
loKarla Brito